Definição: Ruptura de menisco é o rasgo parcial ou total em um dos dois meniscos do joelho — estruturas fibrocartilaginosas em forma de meia-lua que funcionam como amortecedores entre o fêmur e a tíbia. É uma das lesões de joelho mais comuns, podendo ser traumática (atletas jovens) ou degenerativa (adultos acima de 40 anos).
Detalhes: Os meniscos absorvem 50–70% da carga que passa pelo joelho e distribuem uniformemente a pressão sobre a cartilagem articular. Quando rompidos, essa distribuição é comprometida, aumentando o risco de desgaste prematuro da cartilagem e artrose. As rupturas são classificadas por formato: vertical longitudinal (mais comum em jovens por trauma), horizontal (degenerativa, comum após 40 anos), radial (corta o menisco transversalmente — pior prognóstico), em "alça de balde" (porção central se desloca para o interior do joelho causando travamento — emergência cirúrgica), e complexa (combinação de padrões). A localização também determina o tratamento: a zona vermelha (periférica, vascularizada) tem capacidade de cicatrização e pode ser suturada; a zona branca (central, avascular) não cicatriza e geralmente requer remoção.
Causas: Traumática: torção do joelho com pé fixo no chão (esportes de pivô como futebol, basquete e tênis), hiperflexão forçada, trauma direto. Degenerativa: desgaste gradual do menisco com a idade — pode ocorrer com movimentos cotidianos simples como agachar ou levantar de uma cadeira, sem trauma aparente. Fatores de risco: obesidade, histórico de lesões de joelho, joelho varo ou valgo, artrose prévia.
Sintomas: Dor localizada na linha articular (interna ou externa do joelho, dependendo do menisco afetado), inchaço gradual nas 12–24 horas após a lesão, sensação de "clique" ou "estalos" ao dobrar e estender o joelho, travamento ou bloqueio (incapacidade de estender completamente — sinal de ruptura em alça de balde), dor ao agachar profundamente ou girar o joelho com carga, dificuldade em subir e descer escadas. Lesões pequenas podem ter sintomas mínimos por semanas antes de se manifestarem completamente.
Diagnóstico: Exame físico com testes específicos (McMurray, Thessaly, compressão de Apley), ressonância magnética (padrão-ouro — identifica localização, padrão e extensão da ruptura), artroscopia diagnóstica em casos duvidosos.
Tratamento: Conservador (lesões pequenas, estáveis, zona vermelha em pacientes com baixa demanda): repouso modificado por 4–6 semanas, fisioterapia para fortalecimento de quadríceps e isquiotibiais, joelheira articulada para proteção. Cirúrgico: reparo meniscal por artroscopia (sutura — preferível, preserva o menisco e reduz risco de artrose a longo prazo, recuperação de 3–4 meses), meniscectomia parcial (remoção da parte lesionada — recuperação mais rápida, 4–6 semanas, mas aumenta risco de artrose), meniscectomia total (evitada sempre que possível). Pós-operatório: joelheira articulada com controle de amplitude por 4–8 semanas conforme o procedimento realizado.
Relação com joelheiras: No tratamento conservador, a joelheira articulada com hastes laterais reduz o estresse no menisco ao limitar movimentos rotacionais e de hiperflexão que poderiam agravar a lesão. No pós-operatório de reparo meniscal, a joelheira travada controla a amplitude de movimento conforme protocolo do cirurgião — geralmente iniciando com 0–60° e progredindo semanalmente. Após a liberação cirúrgica, a joelheira de compressão é usada durante o retorno progressivo ao esporte por mais 4–8 semanas. Joelheira não é indicada para ruptura em alça de balde com travamento — essa condição requer cirurgia de urgência.
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