LCM - Ligamento Colateral Medial

Definição: O LCM (Ligamento Colateral Medial) é um ligamento localizado na face interna (medial) do joelho, conectando o fêmur à tíbia, responsável por impedir que o joelho "abra" para dentro em resposta a forças em valgo — aquelas que empurram o joelho de fora para dentro. É o ligamento mais frequentemente lesionado do joelho.

Detalhes: O LCM é composto por duas camadas: superficial (principal estabilizador, com fibras longas e resistentes) e profunda (fundida à cápsula articular e ao menisco medial — o que explica por que lesões graves de LCM frequentemente envolvem o menisco medial). Tem comprimento médio de 8–10 cm e é o mais bem vascularizado dos ligamentos do joelho — fator determinante para sua excelente capacidade de cicatrização natural, superior à do LCA. Representa 25–40% de todas as lesões ligamentares do joelho e é especialmente comum em futebol, esqui, rugby e artes marciais. A "tríade infeliz" clássica — ruptura simultânea de LCM, LCA e menisco medial — ocorre em traumas de alta energia com componente em valgo.

Mecanismo de lesão: Impacto direto na face lateral do joelho (empurrando o joelho para dentro — estresse em valgo), como entradas pelo lado de fora no futebol e colisões no rugby. Torção com pé fixo no chão e joelho em valgo — comum em esqui (queda com o esqui preso). Hiperextensão com componente rotacional. O ligamento rompe do ponto mais tensionado — geralmente a inserção femoral (parte de cima) nos graus mais graves.

Classificação por grau: Grau 1 (estiramento): fibras íntegras, dor localizada sem instabilidade, gap (abertura) de 0–5 mm ao estresse em valgo. Grau 2 (ruptura parcial): 50–75% das fibras rompidas, instabilidade moderada, gap de 5–10 mm, dor ao caminhar. Grau 3 (ruptura completa): todas as fibras rompidas, instabilidade marcante, gap acima de 10 mm, possível indolor ao exame (ruptura completa elimina tensão no nervo local).

Sintomas: Dor imediata e localizada na face interna do joelho, sensibilidade intensa ao toque ao longo do ligamento (da inserção femoral à tibial), inchaço leve a moderado na face medial, instabilidade ao caminhar em terrenos irregulares ou ao pivotar (joelho "cede" para dentro), dor ao forçar o joelho para fora (teste de estresse em valgo), dificuldade de apoiar peso total nos graus 2 e 3. Hematoma subcutâneo visível na face medial após 24–48 horas nas rupturas grau 2–3.

Diagnóstico: Exame físico com teste de estresse em valgo a 0° e 30° de flexão (padrão diagnóstico — abertura apenas a 30° indica lesão isolada de LCM; abertura a 0° e 30° sugere lesão combinada com LCA ou LCP). Ressonância magnética confirma o grau, localiza a ruptura e avalia lesões associadas (menisco medial, LCA). Raio-X descarta avulsão óssea (arrancamento do osso no ponto de inserção — mais comum em crianças).

Tratamento: Grau 1: repouso relativo por 1–2 semanas, gelo, compressão, joelheira de compressão, retorno ao esporte em 1–3 semanas com proteção. Grau 2: imobilização com joelheira articulada por 2–4 semanas (limitando o estresse em valgo), seguida de fisioterapia por 6–8 semanas, retorno ao esporte em 4–8 semanas com joelheira protetora. Grau 3 isolado: surpreendentemente, ainda tratado conservadoramente na maioria dos casos — joelheira articulada por 4–6 semanas, fisioterapia intensiva, retorno ao esporte em 8–12 semanas. Taxa de cicatrização espontânea de LCM grau 3 isolado: 80–90%. Cirurgia reservada para grau 3 com lesões combinadas (LCM + LCA, LCM + estruturas do canto medial), avulsões ósseas deslocadas ou falha do tratamento conservador.

Relação com joelheiras: A joelheira articulada com hastes laterais é o dispositivo de escolha para lesões de LCM grau 2 e 3 — as hastes limitam o estresse em valgo (abertura medial) que poderia relesionar o ligamento durante a cicatrização. Para grau 1, joelheira de compressão convencional é suficiente para suporte e propriocepção durante o retorno ao esporte. No retorno ao esporte após grau 2–3, joelheira protetora com reforço medial deve ser usada por 3–6 meses em esportes de contato ou com risco de novo trauma em valgo. A joelheira não substitui a fisioterapia — o fortalecimento dos estabilizadores dinâmicos (quadríceps e isquiotibiais) é fundamental para proteger o ligamento cicatrizado a longo prazo.

Produtos relacionados: Joelheira Ortopédica Articulada Profissional (grau 2–3, proteção do estresse em valgo), Kit ProFlex 360° (grau 1 e retorno ao esporte), Joelheira Articulada de Aço Floww Max (máxima proteção em esportes de contato)

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Termos relacionados: LCL · LCA · Menisco Medial · Joelho Valgo · Instabilidade Articular

 

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