Definição: Tendinite patelar é a inflamação do tendão patelar causada por sobrecarga repetitiva, caracterizada por dor localizada logo abaixo da patela (rótula). É popularmente conhecida como "joelho de saltador" por ser muito comum em esportes que envolvem saltos e aterrissagens.
Detalhes: É uma das lesões por sobrecarga mais frequentes no esporte, afetando 40–50% dos atletas de vôlei profissional, 32% dos basquetebolistas e 13% dos corredores. Ocorre quando o volume ou intensidade de treino supera a capacidade de recuperação do tendão patelar, gerando microlesões que se acumulam ao longo do tempo. Nos estágios iniciais é chamada tendinite (processo inflamatório agudo); quando cronifica sem tratamento adequado, evolui para tendinose (degeneração do colágeno sem inflamação ativa) — condição mais difícil de tratar e com recuperação mais longa. Atletas que ignoram os sintomas iniciais frequentemente chegam à tendinose sem perceber a progressão.
Estágios da tendinite patelar: Estágio 1 — dor somente após a atividade, desaparece em repouso (atleta frequentemente ignora). Estágio 2 — dor no início da atividade que melhora após aquecimento, retorna após o treino. Estágio 3 — dor durante e após a atividade, começa a limitar a performance. Estágio 4 — dor constante, inclusive em repouso, ruptura parcial ou completa possível. O tratamento no estágio 1 ou 2 tem prognóstico excelente; no estágio 4, a recuperação pode levar 12–18 meses.
Fatores de risco: Aumento súbito de volume ou intensidade de treino, superfícies duras (quadra de cimento, piso sintético), calçado inadequado sem amortecimento, fraqueza de quadríceps e isquiotibiais, encurtamento muscular, joelho valgo, histórico de tendinite prévia.
Sintomas: Dor localizada e pontual logo abaixo da patela (ao pressionar com o dedo), piora ao saltar, aterrissar, agachar, subir ou descer escadas, rigidez matinal nos primeiros passos, sensação de "queimação" no tendão após treinos intensos, inchaço discreto ao redor do tendão nos casos mais avançados.
Diagnóstico: Principalmente clínico (localização da dor e histórico esportivo). Ultrassom confirma espessamento e degeneração do tendão. Ressonância magnética nos casos com suspeita de ruptura parcial ou para avaliar extensão da lesão.
Tratamento: Estágios 1–2: redução do volume de treino em 50–70% (não repouso absoluto — o tendão precisa de carga controlada para cicatrizar), faixa infrapatelar durante atividades, gelo pós-treino, fortalecimento excêntrico com agachamento decline (protocolo Alfredson: 3 séries de 15 repetições, 2x ao dia, 12 semanas — redução de dor em 70–80% dos casos). Estágios 3–4: fisioterapia intensiva, ondas de choque extracorpórea, PRP (plasma rico em plaquetas) nos casos refratários, cirurgia raramente necessária. Retorno ao esporte: gradual, liberado quando atleta consegue realizar agachamento decline sem dor.
Relação com joelheiras: A faixa infrapatelar (patellar strap) é o dispositivo mais indicado — aplicada 2–3 cm abaixo da patela, redistribui a tensão no tendão reduzindo a carga no ponto inflamado, com alívio de dor em 60–70% dos atletas durante a atividade. A joelheira de compressão tipo sleeve complementa ao manter o tendão aquecido e reduzir a vibração a cada impacto. Importante: joelheira e faixa gerenciam os sintomas e permitem continuar treinando com menos dor, mas não substituem o fortalecimento excêntrico — único tratamento que ataca a causa da lesão.
Produtos relacionados: Faixa Infrapatelar Floww Point (tratamento de primeira linha), Kit ProFlex 360° (compressão e suporte durante treinos), Joelheira 3D Silicone Antiderrapante (uso em quadra durante esportes de salto)
Artigos relacionados: Joelheira para Vôlei e Basquete · Joelheira para Corrida · Joelheira Funciona? O Que Dizem os Estudos
Termos relacionados: Tendão Patelar · Patela · Osgood-Schlatter · VMO · Fortalecimento Excêntrico